sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pobres Miseráveis

Os miseráveis senhores que nos governam,
que nos corrompem,
que nos roubam
e quando precisamos de verdade, somem.

Mas é ano de eleição,
e todos eles querem a sua colaboração...
te prometem tudo
só pra chamar a sua atenção.

Querem apenas o seu voto...
apenas o seu "papel de cidadão"...
e no fim das contas, 
acabam te deixando na mão...

Nada é de graça...
podem até te ajudar,
mas cuidado:
eles vão te cobrar!

Se não se elegerem
como eles vão roubar?
por isso vão querer 
a todo custo te comprar.

E se não houver
quem se vender,
como os "pobres miseráveis"
vão poder ter seu lazer?

Precisam do pobre e do fraco
para eles pisarem;
precisam do poder e do dinheiro
para se safarem...

Votem neles...
ajudem esses "pobres coitados"...
deem uma "esmola"...
um voto... um "trocado"...

Aos Poetas

Que culpa a gente tem
de sempre querer alguém,
de nunca querer estar só
e de amar pra se sentir bem?

Que culpa a gente tem
de acreditar sempre no bem
de tentar fazer  o certo e o honrado
mesmo com tanta coisa de errado?

Que culpa a gente tem
de lutar pelos nossos sonhos,
de não desanimar
apesar de tudo parecer desandar?

Que culpa a gente tem
de querer ajudar a quem precisa,
àqueles a quem em muito
o coração necessita?

Que culpa a gente tem
de ver no nosso erro
não um meio de nos causar desespero,
mas sim, um caminho para um novo acerto?

Que culpa a gente tem
de nos emocionar por tão pouco
e chorar por apenas
ver a alegria em um rosto?

Que culpa a gente tem
de sorrir com o mínimo que seja,
com um sorriso
tão simples que se veja?

Que culpa a gente tem
de sempre querer escrever, se alegre ou se triste,
não importando a circunstância,
mas sim nossa estranha esperança?

Que culpa a gente tem
de encontrar até mesmo na solidão,
na dor e na desilusão,
uma fonte de inspiração?

Que culpa a gente tem
de encontrar em quase tudo,
não só motivo para escrever,
mas também para amar e viver?

                                (Eduardo Gois)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Te vejo assim

Te vejo assim:
tão pequena e tão grande;
pequena ao caber nos meus braços,
mas, grande nos seus atos
e também no seu coração.

Te vejo assim:
como alguém que me tira
da solidão e tira  também
o medo de não conseguir
suportar minha provação.

Te vejo assim:
como alguém que me faz
se sentir bem
só de estar ao teu lado,
mesmo que eu esteja calado.

Te vejo assim:
como uma luz
que iluminou meu coração
e clareou minha esperança
que quase morria em solidão.

Te vejo assim:
não só com os olhos,
mas também com o coração...
não só com a mente,
mas também com a alma e a emoção.

Te vejo assim:
sendo você mesma,
sendo sincera e companheira...
te vejo sendo eu mesmo,
até quando achei que não mais podia.

Te vejo assim:
tão distante e tão perto...
te vejo e simplesmente
me sinto bem...
me sinto contente...

                            (Eduardo Gois)

domingo, 13 de maio de 2012

A verdade por trás da verdade

Procurar a verdade
Que me leva pra você...
Procurar os sonhos
Que me imagino com você.

Lutar por uma realidade
Que tenha você de verdade
Pois não quero ter a verdade
De não te ter ao meu lado.

Quero a verdade
Por trás da verdade:
A verdade que meu coração,
Por inteiro, ainda é seu.

E em cada palpitar
Cresce a vontade de te encontrar...
...de te abraçar... te beijar...
Te olhar... de apenas te amar.
Quero encontrar a verdade
Em que meu corpo
Esteja envolto
Em teus braços.

Quero a única verdade
Que me importa:
A verdade de te ter...
A verdade que é você.

                   (Eduardo Gois)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lutando contra mim

O que mais em você
Me chama atenção
É a sua facilidade
Em acelerar meu coração,
De me causar transpiração,
De fazer tremer a minha mão...

É também sua capacidade
De fazer perpetuar
todo o tempo que eu, inconsciente,
parei pra  sempre te amar,
e nunca deixar de acreditar,
que um dia, você também possa me amar.

Pois descobri
Que tudo que vivi
Distante de você
Eu não vivi...
Pois passei todos os dias
A esperar por ti...

Mesmo lutando contra mim,
Meu coração ainda insiste,
Quase como um castigo
Que minha vida
Só terá sentido
se você estiver comigo.
                                                   
                                                (Eduardo Gois)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Caminho dos ventos III

No caminho que me perdi,
Numa rota obscura,
Por onde errado eu segui,
Tentei achar ternura.

E o que encontrei
Foi só loucura...
Solidão também achei...
Achei também muita amargura.

Esse caminho que era tão claro,
Agora está muito escuro.
Todo brilho agora é raro...
E todo ar deixou de ser puro.

Os ventos já não sopram mais,
O que preocupa e destrói
São os fortes vendavais,
Acabando com a vida que constrói.

Mas chega à hora da bonança,
E no meu pobre coração,
Ainda há esperança,
Pra toda essa destruição:

O vento como brisa,
O sol como uma conquista,
A esperança que se realiza,
E o desejo bem otimista.

O sol volta a brilhar,
As árvores a florescerem...
Há sombras pra conversar
E todos se entenderem.

Um caminho para andar,
E o vento poder dominar...
A vida sempre a cantar
E o coração sempre a amar.

                                 (Eduardo Gois)