Que culpa a gente tem
de sempre querer alguém,
de nunca querer estar só
e de amar pra se sentir bem?
Que culpa a gente tem
de acreditar sempre no bem
de tentar fazer o certo e o honrado
mesmo com tanta coisa de errado?
Que culpa a gente tem
de lutar pelos nossos sonhos,
de não desanimar
apesar de tudo parecer desandar?
Que culpa a gente tem
de querer ajudar a quem precisa,
àqueles a quem em muito
o coração necessita?
Que culpa a gente tem
de ver no nosso erro
não um meio de nos causar desespero,
mas sim, um caminho para um novo acerto?
Que culpa a gente tem
de nos emocionar por tão pouco
e chorar por apenas
ver a alegria em um rosto?
Que culpa a gente tem
de sorrir com o mínimo que seja,
com um sorriso
tão simples que se veja?
Que culpa a gente tem
de sempre querer escrever, se alegre ou se triste,
não importando a circunstância,
mas sim nossa estranha esperança?
Que culpa a gente tem
de encontrar até mesmo na solidão,
na dor e na desilusão,
uma fonte de inspiração?
Que culpa a gente tem
de encontrar em quase tudo,
não só motivo para escrever,
mas também para amar e viver?
(Eduardo Gois)
Nenhum comentário:
Postar um comentário