terça-feira, 29 de novembro de 2011

Refúgio dos versos


A solidão do poeta...
A dor do coração...
Mas a alma livre...
Livre pra sonhar...
Livre para amar...
Para chorar...
O refúgio dos versos
Nos adversos
Da vida...

Solidão incontestável,
Dor inquestionável,
E liberdade inabalável...
Mesmo que
Machuquem o corpo,
Maltratem o coração,
A alma continua livre...

A força dos versos
Libertando a mente...
Não é a droga
Que me liberta,
É a poesia
E a sua liberdade,
Os seus versos
E a sua verdade...
É o amor a vida,
Os seus questionamentos...
Os seus mistérios...
Seus segredos...
É a palavra amiga...
Verdadeira...
É encontrar vontade de viver
Apesar de todas as dores...
É chorar quando
Se sente vontade...
É acordar toda manhã
E dizer:
“Obrigado senhor por mais um dia.”

Poeta solitário...
Com o coração machucado...
Mas alma livre...

                  (Eduardo Gois)

Caminho dos ventos II


Leve brisa que me acalma,
O ar movimentando-se da sua forma mais suave;
Como se pudesse tê-lo na palma
Da minha mão.

Ando e corro por um caminho
Cheio de vento;
Tento desesperadamente ir ao teu encontro,
Como um pássaro tão jovem tenta sair do ninho.

Luto contra os meus medos,
Luto contra as minhas incertezas;
Luto para estar ao teu lado,
E pelo menos te tocar com os meus dedos.

Às vezes eu penso em desistir,
Principalmente quando uma grande montanha,
Está em meu caminho
Ou um desfiladeiro está adiante.

Mas algo maior me impulsiona a seguir:
A vontade de te encontrar...
Te dizer coisas fantásticas,
Te falar sobre os mistérios da vida.

Quero te mostrar o meu mundo
E descobrir os segredos do seu mundo.
Quero te contara a minha história
E saber um pouco da sua.

Quero te mostrar o caminho dos ventos,
E dizer que, apesar das suas dificuldades,
Ele sempre nos mostra
Uma bela paisagem:

Com grandes árvores
E sombra pra descansar;
Grandes bosques, jardins
E rios para se banhar.

                          (Eduardo Gois)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cartas


Uma carta
Agora escrevo,
Para que meus herdeiros
Possam ler,
E um dia
Ao mundo inteiro
Possam descrevê-la.

Uma carta
Que fala de sonhos
Perdidos e esquecidos...
De pessoas
Que sonhavam por paz
E queriam deixar tudo de ruim
Para traz.

Mas perderam-se as histórias,
Perderam-se as glórias...
E só se ver vanglória...
Os campos de concentração
Ainda estão por aí...
Agora nos lares, nas ruas...
E na memória...

A dor de um povo
Humilhado e injustiçado,
Agora repercute
Em todos nós,
(Mas de uma forma sutil),
Toda a sua desesperança...
Acendendo assim um pavio...

Uma bomba de dores,
Prestes a explodir,
Lançada ao papel...
Mostrando seus estragos
Para um mundo com receios,
Tentando ensiná-lo
A viver sem preconceitos.

Que se evite
Esses horrores...
Pois a carta que mando,
Apesar de suas dores,
Vem acompanhada
De esperança...
Trazendo à tona várias lembranças.

Mas quero
Um dia poder,
Não falar de tanta dor
E de sofrer...
Quero escrever uma carta
Que até as crianças
Possam entender.

Quero poder,
Não só escrever,
Mas também merecer,
As cartas de amor,
Que trazem o valor
De uma vida simples
E cheia de sabor.

                            (Eduardo Gois)

sábado, 19 de novembro de 2011

Amor

Em tanto tempo de procura,
O que mais me tentou,
Quase me levando a loucura,
Foi o amor tentar decifrar.
Tentativa que foi em vão.
Por que depois de tantos papeis empilhar,
Descobrir que só o coração
Pode o amor entender.
Pena que não entendemos o coração,
Que está sempre a bater,
Causando-nos sempre grande emoção.
Ou será que é o amor
Que não entendemos?
Bem! Qual dos dois eu não sei.
Mas com certeza essa flor
Que cada um de nós acolhemos
No fundo de nosso ser,
Não se pode entender.
Essa flor chamada “amor”,
Que cada um quer ter.

                               (Eduardo Gois)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

À você


Não quero que você pense
Que tudo o que se passou foi em vão...
Pelo contrário,
Tudo teve a sua importância.
Mas também não quero que você diga
Que não se arrepende de nada,
Pois todo mundo tem algo
De que se arrepende...
Todo mundo se pudesse voltar no tempo,
Teria algo que mudaria
Ou não faria mais;
Isso prova que todos nós nos arrependemos de algo:
Algo que fizemos ou que não fizemos.
No entanto,
Não quero que você se desculpe,
Pois tudo já passou,
Ficou no passado.
Já o futuro,
Ele não nos pertence...
Pertence somente a Deus.
O hoje, esse sim,
Ele é real;
É ele que você tem que viver.
É nele que você cria a sua história;
É nele que tudo acontece;
É nele que nos encontramos,
Nos amamos ou nos odiamos;
É nele que a vida acontece!
Não pense que a vida é em vão.
Não pense que meu amor seja em vão...
O amor nunca é em vão...
Mesmo que ele não seja correspondido.
Te amo!

                            (Eduardo Gois)

sábado, 12 de novembro de 2011

...ar


Parar...
Respirar...
Pensar...
Não complicar...
Tentar ajudar.
Mesmo que o mar
Tente nos atacar...
Iremos contra-atacar...
Nos acalmar
E lutar.
Não desanimar.
Raciocinar
E não desanimar...
Pois todos nós respiramos o mesmo ar...

                      (Eduardo Gois)