Uma carta
Agora escrevo,
Para que meus herdeiros
Possam ler,
E um dia
Ao mundo inteiro
Possam descrevê-la.
Uma carta
Que fala de sonhos
Perdidos e esquecidos...
De pessoas
Que sonhavam por paz
E queriam deixar tudo de ruim
Para traz.
Mas perderam-se as histórias,
Perderam-se as glórias...
E só se ver vanglória...
Os campos de concentração
Ainda estão por aí...
Agora nos lares, nas ruas...
E na memória...
A dor de um povo
Humilhado e injustiçado,
Agora repercute
Em todos nós,
(Mas de uma forma sutil),
Toda a sua desesperança...
Acendendo assim um pavio...
Uma bomba de dores,
Prestes a explodir,
Lançada ao papel...
Mostrando seus estragos
Para um mundo com receios,
Tentando ensiná-lo
A viver sem preconceitos.
Que se evite
Esses horrores...
Pois a carta que mando,
Apesar de suas dores,
Vem acompanhada
De esperança...
Trazendo à tona várias lembranças.
Mas quero
Um dia poder,
Não falar de tanta dor
E de sofrer...
Quero escrever uma carta
Que até as crianças
Possam entender.
Quero poder,
Não só escrever,
Mas também merecer,
As cartas de amor,
Que trazem o valor
De uma vida simples
E cheia de sabor.
(Eduardo Gois)
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